Governador diz que quer contar com o PT na chapa e vai acatar qualquer decisão do partido
O governador José Maranhão (PMDB) assinou na manhã desta sexta-feira, 18, um convênio com a ministra de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Márcia Lopes, para implantação do Programa de Aquisição de Alimentos. Em contato com a imprensa, Maranhão falou sobre a escolha do vice, do imbróglio petista envolvendo o deputado federal Luiz Couto e da decisão do TSE sobre aplicabilidade do projeto Ficha Limpa.
Sobre o candidato a vice, Maranhão só ratificou que deve anunciar a formação da chapa nos próximos dias, já que o prazo se afunila e o partido tem que homologar a formação da chapa de das coligações até o dia 30 de junho.
Maranhão disse ainda que o espaço do PT na chapa majoritária está garantido, mas revelou que não mantém nenhum entendimento com o deputado federal, Luiz Couto, e que essa decisão tem que ser do PT. “Essa é uma discussão que cabe ao PT realizar. Eu só digo que acato qual for a decisão do partido”, declarou.
O governador comentou ainda a decisão tomada pelo TSE na noite de ontem, sobre a aplicação do projeto ficha limpa para políticos já condenados. Maranhão disse que a decisão judicial não deve ser discutida, mas cumprida. “Estou tranquilo por que do nosso lado nós só temos ficha limpa”, destacou.
Couto diz que visita de Dirceu à PB não é para convencê-lo a aderir a Maranhão
Deputado mantém candidatura a reeleição e não cede a apelos de José Dirceu
O deputado federal, Luiz Couto (PT), ratificou nesta sexta-feira (18), que não será candidato a senador na chapa majoritária do PMDB, como insistem alguns setores do PT. Couto disse também que o ex-ministro Zé Dirceu (PT) não vem à Paraíba para tentar demovê-lo da decisão, como se especula nos bastidores da política.
“Se Zé Dirceu não vem aqui me convencer, por que já estou decido: serei candidato a reeleição”, afirmou.
Couto justificou a resistência em disputar a Senatoria num aliança com o PMDB dizendo que não tem chances de ganhar as eleições compondo a chapa da situação e também que foi escanteado no início do processo pelos próprios aliados.
“Não vislumbro chances nesta composição e também por que se não mim queriam no início. Definiram em uma resolução que a prioridade era minha candidatura ao Senado, mas logo quando Maranhão assumiu fizeram outra dizendo que a prioridade era a reeleição da vice e agora tentam me colocar novamente nesta proposta, quando eu já trabalho minha reeleição a Câmara Federal, que inclusive conta com um grande apoio popular”, afirmou.
“Minha posição é clara, eu acredito que uma nova Paraíba é possível e não vou voltar atrás”, acrescentou.
Fonte: WScom
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