Para Correio Braziliense, Cássio estaria inelegível até 2014!!!
O jornal Correio Braziliense fez um levantamento de quais políticos seriam atingidos pela interpretação dada pelo Tribunal Superior Eleitoral em resposta a uma consulta deputado federal Ilderlei Cordeiro (PPS) sobre a aplicação do Ficha Limpa para políticos já condenados. Para o jornal, tanto Cássio Cunha Lima, quanto outros dois ex-governadores também cassados no ano passado, terão a inelegibilidade ampliada.
Cássio por sua vez, já se pronunciou alegando que o TSE não ampliará pena que já cumprida, como é o seu caso. Ele lembrou que já dispõe das certidões da Justiça Eleitoral para registrar sua candidatura.
Confira o levantamento feito pelo Correio Braziliense:
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
O ex-governador da Paraíba foi cassado no início do ano passado por abuso de poder econômico e político. As irregularidades teriam sido cometidas nas eleições de 2006. Ele ficou inelegível por três anos, a partir do ano em que as supostas fraudes foram cometidas, pois na época a lei era mais branda. Com a interpretação do TSE, ele ficaria inelegível até 2014.
Marcelo Miranda (PMDB-TO)
Em 2009, o ex-governador do Tocantins também foi cassado pelo TSE por abuso de poder político. Ficou inelegível por três anos, contados das eleições de 2006, quando teria cometido a irregularidade eleitoral. Seu caso é igual ao de Cunha Lima. Ficaria inelegível até 2014.
Jackson Lago (PDT-MA)
O ex-governador do Maranhão teve o mandato cassado em 2009 por abuso de poder econômico. A situação é parecida com a de Cássio Cunha Lima e Marcelo Miranda. No entanto, como sua cassação se deu por recurso contra expedição de diploma, e não por representação, é provável que ele não fique inelegível, conforma a interpretação da lei.
Joaquim Roriz (PSC-DF)
Governador do DF por quatro vezes, Roriz renunciou ao mandato de senador em 2007 para não ser cassado por quebra de decoro. Ele foi acusado de negociar uma partilha de R$ 2,2 milhões com o presidente do BRB. O dinheiro teria saído dos cofres públicos. Roriz poderá ficar inelegível até 2023, oito anos depois do prazo que seu mandato de senador terminaria.
Paulo Maluf (PP-SP)
O deputado foi condenado em abril pela 7ª Câmara de Direito Público de São Paulo por improbidade administrativa. A Justiça aceitou os argumentos de ação impetrada pelo Ministério Público Estadual, na qual Maluf é acusado de superfaturamento. Pela interpretação da lei, ele fica inelegível.

Nenhum comentário:
Postar um comentário